10 Fábulas Curtas

10 Fábulas Curtas

A leitura de fábulas curtas em sala de aula é uma prática antiga que ainda hoje é muito valorizada pelos educadores. Além de serem histórias divertidas e envolventes, as fábulas são ricas em ensinamentos e valores morais que podem ser aplicados no dia a dia dos alunos. Nesta postagem, selecionamos 10 fábulas curtas e envolventes para ler para os estudantes em sala de aula ou em casa para seus filhos. 

 

A RAPOSA E AS UVAS

Fábulas Curtas

Chegando uma Raposa a uma parreira, viu-a carregada de uvas maduras e formosas e cobiçou-as. Começou a fazer tentativas para subir; porém, como as uvas estavam altas e a subida era íngreme, por muito que tentasse não as conseguiu alcançar. Então disse:
– Estas uvas estão muito azedas, e podem manchar-me os dentes; não quero colhê-las verdes, pois não gosto delas assim.
E, dito isto, foi-se embora.

MORAL: É fácil desdenhar daquilo que não se alcança

Esopo

 

O CÃO E A MÁSCARA

Fábulas Curtas

Procurando um osso que roer, encontrou um cão uma máscara: era formosíssima, e de cores tão belas quão animadas; o cão farejou-a, e reconhecendo o que era, desviou-se com desdém.
– A cabeça é de certo bonita – disse – mas não tem miolos.

MORAL: Assim como a máscara, muitas pessoas têm beleza, mas parecem vazias por dentro, não têm substância.

Esopo

 

DAS FALSAS POSIÇÕES

Fábulas Curtas

Com a pele do leão vestiu-se o burro um dia. Porém no seu encalço, a cada instante e hora, “Olha o burro! Fiau! Fiau!” gritava a bicharada…
Tinha o parvo esquecido as orelhas de fora!

MORAL: ninguém consegue esconder o que é de verdade.

Mário Quintana

 

O CARACOL E A PITANGA

Fábulas Curtas

Quarenta e oito horas de esforço tranquilo, de caminhar quase filosófico. De repente, enquanto ele fazia mais um movimento para avançar, desceu pelo tronco, apressadamente, no seu passo fustigado e ágil, uma formiga-maluca, dessas que vão e vêm mais rápidas que coelho de desenho animado. Parou um instantinho, olhou zombeteira o caracol e disse:
– Volta, volta, velho! Que é que você vai fazer lá em cima? Não é tempo de pitanga.
– Vou indo, vou indo. – respondeu calmamente o caracol.
– Quando eu chegar lá em cima vai ser tempo de pitanga.

MORAL: no Brasil não há pressa!

Millôr Fernandes

 

A RÃ E O BOI

Fábulas Curtas

Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar maior.
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois.
A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais.
Depois, repetiu a pergunta:
– Quem é maior agora?
A outra rã respondeu:
– O boi.
A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou.

MORAL: quem tenta parecer maior do que é se dá mal.

Esopo

 

A LAMPARINA

Uma lamparina cheia de óleo gabava-se de ter um brilho superior ao do Sol. Um assobio, uma rajada de vento e ela apagou-se. Acenderam-na de novo e lhe disseram:
– Ilumina e cala-te. O brilho dos astros não conhece o eclipse.

MORAL: o brilho das glórias não deve te encher de orgulho. Tudo o que se tem, pode se perder.

Esopo

O MACACO E O COELHO

Um macaco e um coelho fizeram a combinação de um matar as borboletas e outro matar as cobras. Logo depois o coelho dormiu. O macaco veio e puxou-lhe as orelhas.
– O que é isso? – gritou o coelho, acordando num pulo.
O macaco deu uma risada.
– Ah, ah! Pensei que fossem duas borboletas…
O coelho danou com a brincadeira e disse lá consigo:
“Espere que te curo.”
Logo depois o macaco se sentou numa pedra para comer uma banana. O coelho veio por trás, com um pau e lept! – pregou-lhe uma grande paulada no rabo.
O macaco deu um berro, pulando para cima duma árvore, a gemer.
– Desculpe, amigo – disse lá embaixo o coelho – vi aquele rabo torcidinho em cima da pedra e pensei que fosse cobra.
Foi desde aí que o coelho, de medo do macaco vingar-se, passou a morar em buracos.

Monteiro Lobato

 

O HOMEM E A COBRA

Certo homem de bom coração encontrou na estrada uma cobra entanguida de frio.
– Coitadinha! Se ficar por aqui ao relento, morre gelada.
Tomou-a nas mãos, conchegou-a ao peito e trouxe-a para casa. Lá a pôs perto do fogão.
– Fica-te por aqui em paz até que volte do serviço à noite. Dar-te-ei então um ratinho para a ceia. E saiu.
De noite, ao regressar, veio pelo caminho imaginando as festas que lhe faria a cobra.
– Coitadinha! Vai agradecer-me tanto…
Agradecer, nada! A cobra, já desentorpecida, recebeu-o de linguinha de fora e bote armado, em atitude tão ameaçadora que o homem enfurecido exclamou:
– Ah, é assim? É assim que pagas o benefício que te fiz? Pois espera, minha ingrata, que já te curo…
E deu cabo dela com uma paulada.

MORAL: fazei o bem, mas olhe a quem.

Monteiro Lobato

 

A RAPOSA E A CEGONHA

A Raposa convidou a Cegonha para jantar e lhe serviu sopa em um prato raso.
-Você não está gostando de minha sopa? – Perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.
– Como posso gostar? – A Cegonha respondeu, vendo a Raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.
Dias depois foi a vez da cegonha convidar a Raposa para comer na beira da Lagoa, serviu então a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.
– Hummmm, deliciosa! – Exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo – Você não acha?
A Raposa não achava nada nem podia achar, pois seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado.

MORAL: cuidado, podemos receber na mesma moeda por tudo aquilo que fazemos.

Jean de La Fontaine

 

O BURRO E A COBRA

Como recompensa por um serviço prestado, os homens pediram a Júpiter a eterna juventude, o que ele concedeu. Pegou na juventude, pô-la em cima de um Burro e mandou que a levasse aos homens.
Indo o Burro no seu caminho, chega a um ribeiro com sede, onde estava uma Cobra que disse que não o deixaria beber daquela agua se não lhe desse o que levava as costas. O Burro, que não sabia o valor do que transportava, deu-lhe a juventude a troca da agua. E assim os homens continuaram a envelhecer, e as Cobras renovando-se a cada ano.

MORAL: devemos nos informar sobre o que temos, nunca oferecendo algo sem saber o que ganhamos em troca.

Esopo

Esperamos que esta publicação tenha inspirado você a utilizar fábulas curtas como ferramenta pedagógica em sua sala de aula. Além de proporcionar uma leitura agradável, as fábulas podem ajudar a desenvolver habilidades importantes, como a compreensão de valores morais e éticos, o pensamento crítico e a capacidade de interpretar textos. Lembre-se de escolher fábulas adequadas à faixa etária dos seus alunos e de criar atividades que incentivem a reflexão e o debate sobre os temas abordados. Gostaria de conhecer um site incrível com centenas de atividades que tem ajudado milhares de professores? É só clicar aqui: Tudo Sala de Aula

Aproveite e conheça um pouco mais sobre Crônicas Curtas. É só clicar aqui

Compartilhar:

Comente o que achou:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

pesquisar

Em destaque

  • All Post
  • Atividades
  • Recurso Pedagógico
  • Simulados
  • Simulados de Português para 1° ano do fundamental
  • Simulados de Português para 2° e 3° ano do fundamental
  • Simulados de Português para 4° e 5° ano
  • Simulados de Português para 6° e 7° ano
  • Simulados de Português para Ensino Médio
Edit Template

Sobre Nós

Fruto da experiência dos criadores do site Tudo Sala de Aula, oferecemos uma grande variedade de recursos para pais e professores, desde atividades e sequências didáticas até sugestões de aulas criativas e simulados.

Todos os Direitos Reservados a:

Educação Tudo Sala de Aula – LTDA

CNPJ: 43.911.949/0001-56

contato@tudoportugues.com